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Conflito israelo-palestiniano

O conflito israelo-palestiniano tem início em 1967, quando, na sequência da Guerra dos Seis Dias, Israel ocupa a Margem Ocidental do Jordão (território de 5400 km2 e cerca de 900 000 habitantes, 97% dos quais palestinianos, mas em que as melhores terras são de colonos judeus) e a Faixa de Gaza (com 1000 km2 e cerca de 600 000 habitantes, palestinianos, só formalmente israelita em 1973), ambos até 1994. Após essa data, negociações entre Israel e a OLP originam um acordo de autonomia limitada para os palestinianos em Gaza e grande parte da Margem Ocidental, ambos os territórios à espera de estatuto definitivo.

Historicamente, há um conjunto de factos e situações que ajudam a definir este grave problema israelo-palestiniano. Em 1977, o presidente do Egipto Anwar al Sadat visita Israel, dadas as possibilidades de autonomia para a Palestina.
No ano seguinte (1978), os Acordos de Camp David não chegam a ser cumpridos, endurecendo Israel a sua posição e propondo mais colonatos para aquelas regiões.
Em 1985, toda a Margem Ocidental é controlada directamente por Israel. É feita concessão de independência à Palestina, paralelamente a tentativas de paz para a região que, contudo, se goraram pela recusa da OLP em reconhecer o Estado de Israel e a recusa deste em negociar com o que consideram ser uma organização terrorista. A violência árabe nos territórios ocupados é frequente. Em Janeiro de 1988, acontece a intifada, com greve de 120 000 palestinianos que trabalhavam em Israel, país que exerce uma dura repressão, não se antevendo, porém, uma solução de longo prazo. Nesse mesmo ano, a Jordânia abandona os laços que mantinha com a Margem Ocidental, permitindo à OLP declarar um Estado independente palestiniano. A OLP aceita a Resolução 242 da ONU, reconhecendo o direito à existência de Israel.
Em 1992, com a chegada da coligação trabalhista de Yitzhak Rabin ao poder, são visíveis progressos relativamente à paz. Paralelamente, o Hamas, grupo islâmico palestiniano acusado de muitos atentados antijudeus, com dezenas de mortos, opõe-se a qualquer acordo com Israel e cativa muitos palestinianos.
Inúmeras questões, porém, encontram-se em aberto neste conflito. Com as anexações da Faixa de Gaza e da Margem Ocidental, Israel hesita entre conceder cidadania aos árabes ou excluí-los do processo democrático. O crescente poder do Hamas e da resistência armada palestiniana traz dificuldades à incorporação dos territórios ocupados em Israel, onde alguns grupos de direita os consideram parte de Israel. A maior parte da população dos territórios ocupados apoia a OLP, havendo, contudo, algumas divergências no seio desta. Os mais radicais não alinham na moderação Yasser Arafat, líder da OLP. Israel tem que manter a lei e a ordem e ao mesmo tempo conter os extremistas, para além de ter que concretizar os Acordos de Oslo, de 1993.
Outra questão importante é a da invasão do Sul do Líbano em 1982, para conter os ataques do Hezbollah e da guerrilha palestiniana a partir daquele país.
O processo de paz entre Israel e a OLP começa com o Acordo B de Oslo, em 1995. Alarga-se a autonomia para a Margem Ocidental e aumenta o território governado pela ANP (Administração Nacional Palestiniana), que antes se estendia apenas à Faixa de Gaza e a Jericó e, em fins de 1995, inclui mais 6 cidades da Margem Ocidental. Em Janeiro de 1997, depois de atrasos e de relutâncias, Israel devolve também Hebron. Porém, a desconfiança mútua e a violência ameaçam o processo de paz, antes de se chegar ao debate do “estatuto final”. Do mesmo modo, não se cumpre o prazo de retirada das tropas israelitas das zonas rurais. Yasser Arafat, “presidente” do Conselho Executivo Palestiniano, eleito em 1996, arrisca-se permanentemente a perder credibilidade e apoio entre os palestinianos radicais.
Em Novembro de 1995, Yitzhak Rabin é assassinado.
Sucedem-se acções de guerrilha do Hamas, todas elas sangrentas, como foram os ataques suicidas em Israel em meados de 1996, retaliando o assassinato de um líder bombista do Hamas por forças de segurança israelitas. Esta agitação e violência aumentaram a pressão sobre o governo de Israel para circunscrever e isolar as zonas autónomas palestinianas.
Ainda em meados do mesmo ano, o governo israelita de direita de Benjamin Netanyahu, partidário de uma posição mais dura e menos preparado para o fim do estabelecimento de colonatos judeus na Margem Ocidental, foi, apesar de tudo, pressionado para manter os acordos de paz. Procedeu-se à libertação de alguns presos políticos palestinianos. Porém, os conflitos em alguns locais sucederam-se, tendo-se agravado em Setembro/Outubro de 2000. Esta situação pôs em causa o processo de paz.

Conflito israelo-palestiniano. In Diciopédia X [DVD-ROM].
Porto : Porto Editora, 2006. ISBN: 978-972-0-65262-1

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