prof pedro em Estremoz
web site de apoio às turmas da escola secundária Rainha Santa IsabelASEAN
A Associação das Nações do Sudeste Asiático, conhecida pela sigla ASEAN (Association of Southeast Asian Nations), foi fundada a 8 de Agosto de 1967, em Banguecoque, na Tailândia, pela Indonésia, Malásia, Filipinas, Singapura e Tailândia. Em Janeiro de 1984 juntou-se o Brunei, em Julho de 1995 o Vietname, em Julho de 1997 Laos e Myanmar e em Abril de 1999 o Camboja. Reunidos, os países que formam a ASEAN têm uma população de cerca de 500 milhões de habitantes e uma área de 4,5 milhões de quilómetros quadrados.
A fundação da ASEAN surgiu por iniciativa da Tailândia, quando este país pretendeu solucionar conflitos de interesses até aí existentes entre Indonésia, Filipinas e Malásia.
Os objectivos da ASEAN, expressos na sua declaração, são acelerar o crescimento económico, o progresso social e o desenvolvimento cultural e promover a paz e a estabilidade na região do sudeste asiático.
Aquando da primeira conferência da ASEAN, em Fevereiro de 1976, foi assinado o Tratado de Amizade e Cooperação, onde vinham descritos os princípios a ser seguidos pelas nações aderentes. Entre eles constam o respeito mútuo pela independência, soberania, igualdade, integridade territorial e identidade nacional e o direito de cada nação de se guiar livre de interferência, subversão ou coerção exterior. Ficou também definido nesse tratado que nenhuma nação deve interferir nos assuntos internos dos restantes, que os desentendimentos devem ser resolvidos de forma pacífica, que deve haver uma renúncia ao uso da força e uma efectiva cooperação entre todos.
Em 1992, os chefes de Estado dos países da ASEAN decidiram intensificar o diálogo sobre política e segurança de maneira a fomentar laços de cooperação, alargando essa medida aos restantes países da região Ásia-Pacífico. Desde então nunca houve conflitos armados entre países membros na região.
A nível económico, desde a fundação da ASEAN e através de vários tratados, cresceram bastante as trocas comerciais entre os estados membros. Em 1992 foi criada a uma zona de comércio livre de modo a desenvolver a competitividade da região, que assim passou a funcionar como um bloco unido. O objectivo foi o de promover uma maior produtividade e competitividade.
A nível de relações externas, a prioridade da ASEAN é fomentar o contacto com os países da região Ásia-Pacífico, mas foram também estabelecidos acordos de cooperação com o Japão, China e Coreia do Sul.
Há também contactos regulares, anuais, com a União Europeia e Nações Unidas e com países como os Estados Unidos da América, Canadá e Rússia.
O órgão decisivo mais poderoso da ASEAN é o Conselho Anual de Chefes de Estado. Também decorre anualmente um conselho de ministros dos Negócios Estrangeiros. Os outros sectores, como a agricultura, energia, ambiente, legislação, trabalho, ciência, tecnologia, crime, turismo, transportes, juventude e economia são, também, discutidos com frequência.
A ASEAN está representada através de delegações na Europa, Estados Unidos da América, Canadá, Japão, Austrália, Índia, China, Coreia do Sul, Paquistão e Rússia.
A ASEAN tem um secretário-geral com um mandato de cinco anos para coordenar e implementar as actividades da instituição.
ASEAN. In Diciopédia X [DVD-ROM].
Porto : Porto Editora, 2006. ISBN: 978-972-0-65262-1
Perestroika
Política reformista conduzida, na década de 80, pelo presidente Mikhail Gorbachev, que abriu as portas à «implosão» do regime comunista instaurado na União Soviética, acarretando a renúncia à economia planificada e a consequente aceitação das regras do mercado livre, a instauração de um regime parlamentar e necessariamente a liberdade do funcionamento de partidos políticos, mas também provocou a desagregação da federação, por força de nacionalismos e irredentismos agressivos, responsáveis por numerosos conflitos sangrentos, alguns dos quais ainda se mantêm vivos, sem solução à vista (Chechénia, por exemplo). Na ordem externa, levou ao fim do bloco político-militar (Pacto de Varsóvia) e da organização económica supranacional dirigida pela extinta URSS (o COMECON) e, consequentemente, ao termo da Guerra Fria e ao apaziguamento da política internacional, particularmente no que diz respeito ao controle, armazenamento e experimentação das armas termonucleares. A dissolução do Bloco de Leste permitiu a reaproximação das duas Alemanhas e a sua reunificação numa única república. As alterações, especialmente as registadas no domínio da política externa, contribuíram grandemente para afastar o espectro de uma guerra que, temia-se, poderia ter início na Europa e alastrar a todo o mundo, provocando a extinção de todas as formas de vida no planeta.
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Leonardo da Vinci
Artista genial e inventor multifacetado italiano, nasceu a 15 de Abril de 1452, em Vinci, perto de Florença, e morreu a 2 de Maio de 1519 em Amboise. Leonardo da Vinci foi um dos grandes artistas do Renascimento italiano. A paixão pelo conhecimento conduziu-o pelos vários campos do saber, levando-o a interessar-se pela arquitectura, pela engenharia e pela ciência. Antecipou muitos dos caminhos da investigação moderna e influenciou duradoiramente a arte italiana.
Leonardo recebeu uma educação cuidada e foi aluno e depois assistente de Verrocchio. Diz-se que este teria deixado de pintar, dedicando-se exclusivamente à escultura, por se sentir ultrapassado por Leonardo. Nos trabalhos inacabados de S. Jerónimo (1481) e de A Adoração dos Reis Magos (1481), a mestria do pintor está já patente: o problema da representação de um grupo é resolvido de modo a que as figuras do primeiro plano não se deixem submergir pelas do segundo plano.
Em 1483, instalado em Milão, Leonardo trabalhou na composição de A Virgem Dos Rochedos, de que existem duas versões. Trabalhava muito os seus projectos e, em A Virgem, o ritmo da composição evidencia uma forma uterina, matriarcal, totalmente em harmonia com o tema, e em que mesmo os gestos das personagens apontam para um movimento circular. Em 1497 teria completado o fresco A Última Ceia, considerado um exemplo de penetração psicológica e de subtileza de expressão, mas que infelizmente chegou até aos nossos dias muito danificado.
Passou em Milão cerca de dezassete anos, trabalhando em projectos de arquitectura e de engenharia. Durante esse período fez muitos estudos anatómicos e tentou resolver os mais variados problemas científicos. Os planos, notas e esboços resultantes, deixou-os compilados em milhares de páginas. De volta a Florença em 1503, pintou a Mona Lisa e terá começado A Virgem e o Menino com Santa Ana. Viajou muito e finalmente instalou-se em França, sob a protecção de Francisco I, vindo a falecer em 1519.
Dia da Europa

Dia 9 de Maio comemoramos o Dia da Europa, pois foi a 9 de Maio de 1950 que nasceu a Europa comunitária, com a Declaração de Schuman.
Nesse documento propunha-se, pela primeira vez, a criação de uma instituição europeia supranacional, daí que na Cimeira de Milão, em 1985, se tenha convencionado comemorar o Dia da Europa nesta data.
Actualmente, o dia 9 de Maio é um símbolo europeu que, juntamente com a bandeira e o hino, identificam a União Europeia enquanto entidade política. O Dia da Europa constitui uma oportunidade para desenvolver actividades e festejos que aproximam a Europa dos seus cidadãos e os povos da União entre si.
Renascimento
Movimento cultural que se desenvolveu em países da Europa Central e Ocidental como a Itália (passando sucessivamente de Florença a Siena e depois a Roma, e alastrando posteriormente a toda a Península Italiana) nos séculos XIV a XVI e que veio a irradiar e a ter fundas repercussões na cultura de praticamente todos os países do continente europeu. As figuras de proa do movimento gostavam de se apresentar como críticos do “obscurantismo” medieval, numa atitude de contestação à tradicional influência da religião na cultura, no pensamento e na vida quotidiana ocidental. Esta atitude comportava a minimização de movimentos culturais que, desde o século XII, vinham contestando a religião e o papel cultural preponderante da Igreja, e que foram na realidade os precursores históricos do Renascimento italiano.
O factor social que tornou possível a eclosão e sobrevivência do movimento renascentista foi a ascensão de uma burguesia ligada à banca e aos grandes negócios internacionais, portadora de uma ideologia individualista e ansiosa por desfrutar da autoridade política que até então estivera concentrada exclusivamente nas mãos de nobres e eclesiásticos.
O movimento renascentista começa por ser uma contestação da ideologia dominante durante o milénio medieval: à civilização cristã contrapõe-se uma ideologia antropocêntrica, revelando um desiderato de fazer renascer a Antiguidade greco-latina, que, na interpretação então prevalecente, se caracterizara precisamente por colocar o homem no centro do Universo e representava um ideal de civilização natural. Estudam-se os clássicos com rigor e minúcia, com o apoio de uma filologia que conhece um desenvolvimento fulgurante, enquanto, pela mesma ordem de razões, revive e se intensifica o interesse pela história (em detrimento da crónica medieval), meio privilegiado de conhecimento do passado “áureo” que se pretende imitar ou reproduzir e surgem sérias iniciativas de investigação arqueológica (sem as quais, obviamente, teria sido impossível conhecer em detalhe a arte antiga, nas suas múltiplas manifestações).
O mesmo espírito crítico que se aplica ao conhecimento das literaturas clássicas e à história volta-se para as ciências, traduzindo-se num incremento do estudo das ciências exactas, como a astronomia e a matemática que lhe está intimamente ligada, das ciências da natureza e dos estudos experimentais. Concomitantemente, a aplicação prática das ciências permite fecundos desenvolvimentos da técnica.
Na arte produzem-se notáveis inovações. A pintura apresenta não apenas retratos (manifestação do gosto artístico da burguesia individualista em ascensão) como também paisagens, aparece o nu humano realista (que já não é a pintura simbólica de Adão e Eva que a Idade Média vira difundir-se largamente) e os temas da mitologia clássica convivem com os temas pictóricos inspirados pela religião cristã. Esta iconografia não se limita a tratar temas diferentes de um modo original; a figura dos seus autores ganha, simultaneamente, um estatuto social elevado, de grande prestígio, também ele caracterizado por uma postura individualista (são obras de autor, assinadas pelos criadores e já não produções anónimas ou colectivas de oficina). Tecnicamente, a pintura sofre igualmente uma evolução notória, pelo recurso à riqueza da policromia e pela introdução da perspectiva e da sensação de movimento, sempre na busca de uma mais perfeita aproximação à realidade. Igualmente a arquitectura se deixa influenciar pelos cânones greco-latinos, cujas formas e volumes são integrados nas novas construções (as colunas, por exemplo), tentando-se a criação de uma nova estética, onde tem lugar primacial a grandiosidade dos edifícios. As grandes obras arquitectónicas são acompanhadas por uma profusão de esculturas, onde se privilegia a figura humana, reproduzida de modo assumidamente realista.
Do Gótico ao Renascimento (sécs. XII-XIV)
O século XII é por excelência um século do florescimento da vida urbana – as cidades aumentaram, então, o seu perímetro e libertaram-se da cinta amuralhada primitiva absorvendo a população, que se fixara para lá das muralhas. Ao mesmo tempo, a cidade tornava-se não só o foco da vida comercial mas igualmente da vida intelectual, que deixa de pertencer em exclusivo aos mosteiros isolados para se instalar também nas escolas urbanas. Também dependentes do clero, as escolas (catredalícias conventuais, paroquiais ou capitulares) estruturam-se em outros moldes. Redescobriu-se a cultura da Antiguidade Clássica através dos autores árabes – Platão, Aristóteles e outros sábios chegam através de Averróis ou Avicena – e estabeleceu-se o programa de estudos no ensino das “Letras” (trivium) e das “Ciências” (quadrivium). No século seguinte, surgem as primeiras universidades corporativas, como Paris, Oxford ou Bolonha. O tipo de ensino aqui leccionado trará a lume as contradições entre os dogmas impostos pelo cristianismo e a filosofia pagã. Como resultado do esforço da ortodoxia, a doutrina escolástica proíbe e/ou reinterpreta certos autores, difundindo um saber filtrado sob os princípios da Igreja Romana.
Enquanto se elaboravam as grandes sumas teológicas, a Igreja veiculava os seus ideais através dos seus edifícios, agora expressos por um estilo mais leve, mais articulado e lógico, o gótico. Este estilo vai reflectir-se igualmente na pintura e na escultura, que ganham maior liberdade em relação ao românico, mais hierático, “pesado” e “defensivo”. Conhecida pelas suas catedrais, a arquitectura gótica surge graças ao avanço da teorização arquitectónica, que descobre novos meios técnicos: a invenção da ogiva e a sua utilização na criação de abóbadas mais leves em que o peso é distribuído uniformemente. As paredes deixam de ser um elemento de suporte das cargas, permitindo a abertura de largas janelas decoradas por vitrais coloridos que filtram a luz para o interior. Com paredes mais ligeiras, a estrutura eleva-se desmesuradamente, desafiando as leis da gravidade nas agulhas que rematam as torres. Este estilo arquitectónico, que começou, para muitos autores, pela mão do abade Suger na igreja da abadia de Saint-Denis, em Paris, espalhou-se rapidamente pela Europa assumindo diversas nuances regionais (em Inglaterra com as catedrais de cabeceira plana, como Durham; em Espanha, com a influência da arte mudéjar, que aponta a utilização de diferentes materiais) e temporais. Das primeiras igrejas, como Notre Dame de Paris, evolui-se para um estilo mais rebuscado, o gótico flamejante da Baixa Idade Média, que em Portugal assumirá uma variação muito própria através do designado estilo “manuelino”. Digno de nota é também o estilo preconizado pelas Ordens Mendicantes, com as suas “igrejas salão” (o chamado “gótico mendicante”, visivelmente em Portugal na Batalha e em S. Francisco do Porto).
Dentro deste panorama destacam-se as cidades do Norte e Centro de Itália, onde a civilização do Trecento prepara o Renascimento italiano. Esta evolução à parte do resto da Europa teve origem essencialmente no poder comercial e político que as cidades italianas possuíam, instituindo-se verdadeiros Estados. Aqui, o Renascimento é preparado na literatura, com vultos como Petrarca, Dante ou Bocaccio. As universidades insurgem-se contra o Latim da igreja (escolástico) e procuram a pureza da língua “italiana”, para além de reabilitar os autores gregos e romanos. Em termos arquitectónicos, o gótico francês faz eco na catedral de Milão, mas a grande maioria das igrejas adoptam um estilo próprio, socorrendo-se da ogiva mas adoptando um traço mais depurado (fachadas simples ritmadas pelo contraste polícromo das pedras. Aproveitando os materiais italianos, e tectos à antiga). O gótico terá eco sobretudo na arquitectura civil, através dos seus palácios, e nas artes plásticas. A pintura e a escultura do Trecento italiano adoptam muitas das características da arte gótica fundida com a estética bizantina. O génio de homens como Giotto, Simone e Cimabue na pintura, Giovanno e Andrea Pisano ou Adolfo di Cambio, na escultura, prepara de forma decisiva o Renascimento quatrocentista, que revolucionará o panorama artístico europeu com uma nova concepção estética.


