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Leonardo da Vinci
Artista genial e inventor multifacetado italiano, nasceu a 15 de Abril de 1452, em Vinci, perto de Florença, e morreu a 2 de Maio de 1519 em Amboise. Leonardo da Vinci foi um dos grandes artistas do Renascimento italiano. A paixão pelo conhecimento conduziu-o pelos vários campos do saber, levando-o a interessar-se pela arquitectura, pela engenharia e pela ciência. Antecipou muitos dos caminhos da investigação moderna e influenciou duradoiramente a arte italiana.
Leonardo recebeu uma educação cuidada e foi aluno e depois assistente de Verrocchio. Diz-se que este teria deixado de pintar, dedicando-se exclusivamente à escultura, por se sentir ultrapassado por Leonardo. Nos trabalhos inacabados de S. Jerónimo (1481) e de A Adoração dos Reis Magos (1481), a mestria do pintor está já patente: o problema da representação de um grupo é resolvido de modo a que as figuras do primeiro plano não se deixem submergir pelas do segundo plano.
Em 1483, instalado em Milão, Leonardo trabalhou na composição de A Virgem Dos Rochedos, de que existem duas versões. Trabalhava muito os seus projectos e, em A Virgem, o ritmo da composição evidencia uma forma uterina, matriarcal, totalmente em harmonia com o tema, e em que mesmo os gestos das personagens apontam para um movimento circular. Em 1497 teria completado o fresco A Última Ceia, considerado um exemplo de penetração psicológica e de subtileza de expressão, mas que infelizmente chegou até aos nossos dias muito danificado.
Passou em Milão cerca de dezassete anos, trabalhando em projectos de arquitectura e de engenharia. Durante esse período fez muitos estudos anatómicos e tentou resolver os mais variados problemas científicos. Os planos, notas e esboços resultantes, deixou-os compilados em milhares de páginas. De volta a Florença em 1503, pintou a Mona Lisa e terá começado A Virgem e o Menino com Santa Ana. Viajou muito e finalmente instalou-se em França, sob a protecção de Francisco I, vindo a falecer em 1519.
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Octávio César Augusto
Foi o primeiro imperador romano. Nasceu em 63 a. C. e faleceu em 14 d. C. Era filho de Caio Octávio e de Átia, filha de Júlia e irmã de César. Com a morte de seu pai muda o nome para Caio Júlio César. O título de Augusto é-lhe dado pelo Senado e pelo povo de Roma em 27 a. C.
Após a morte de Júlio César, parte para Roma para reclamar a herança. Confronta-se com Marco António, mas a intervenção de Lépido resulta num triunvirato. Em 42 a. C. vence com António Bruto e Cássio na Grécia. No regresso a Itália combateu Lúcio António e Fúlvia. Posteriormente reparte o comando do Império: fica com o Ocidente, António com o Oriente e Lépido com a África. O conflito que entretanto inicia com António pelo poder supremo termina com a sua vitória em Ácio, em 31 a. C. Em consequência António e a sua aliada Cleópatra do Egipto suicidam-se. Os poderes que recebeu do Senado em 27 a. C. por um período de dez anos, seriam revogados de forma permanente até à data da sua morte.
O seu cariz absolutista não o impediu de ser um defensor da república. Através do imperium proconsulare obtém o governo total sobre as províncias e com a tribunicia potestas sobre o Senado, com a capacidade de criar leis e dirigir a política.
O seu governo restabeleceu a paz no Império, equilibrou as finanças e a justiça, desenvolvendo as Letras com os contributos de Horácio, Virgílio ou Lívido.
O seu reinado fica marcado pela moderação.
Péricles
Enquanto líder político e militar de Atenas, foi a figura marcante, na Grécia, do século V a. C. Pode atribuir-se-lhe, em larga medida, o desenvolvimento do sistema democrático ateniense, bem como o lugar de destaque que a cidade-estado ocupou naquela região. Fica ainda a dever-se a Péricles a construção do célebre Parténon de Atenas. Péricles terá nascido por volta de 495 e morreu no Outono de 429 a. C., vítima da peste. Para além de que pertencia a uma família abastada de Atenas, pouco se sabe dos anos que antecederam a sua entrada na vida pública. Viria a distinguir-se como líder de uma Atenas notável pela sua supremacia política aliada a uma franca superioridade militar, e sobretudo naval, na região.
Em meados do século, com o fim da guerra contra os Persas, que se arrastara por mais de quatro décadas, e a cessação de hostilidades entre as cidades-estado gregas, Péricles pôde assumir a tarefa de reforçar a influência política ateniense na região. Fê-lo, desde logo, assegurando protecção a outras cidades-estado da Grécia, a troco de elevados tributos. Estes tornariam possível a realização de um conjunto de obras magnificentes. Deste modo, em 447 a. C. teve início a construção do Parténon (que se prolongaria por uma quinzena de anos), enquanto o escultor Fídias iniciava a sua célebre estátua da deusa Atena.
Enquanto legislador, Péricles deu um importante contributo para o fortalecimento da índole democrática do sistema político ateniense. A democracia da cidade-estado reconhecia já – no que era fundadora de uma longa e riquíssima tradição de pensamento – os princípios fundamentais de igualdade dos cidadãos e de tomada de decisões por maioria. O sistema previa, não apenas a participação propriamente política do cidadão nas assembleias e conselhos da polis, mas também a sua participação na administração da justiça. Os cidadãos eram escolhidos pelo voto dos seus iguais para os diversos cargos de magistratura, enquanto certas leis asseguravam a rotatividade no desempenho dessas mesmas funções. De qualquer forma, nesta sociedade claramente estratificada e que admitia a escravatura, apenas uma parte reduzida da população ateniense usufruía dos privilégios da cidadania, pelo que esta não deixava de ser, se julgada pelos padrões da actualidade, uma democracia limitada.
Péricles. In Diciopédia X [DVD-ROM]. Porto : Porto Editora, 2006. ISBN: 978-972-0-65262-1




